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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O Mainframe e seus Sistemas Operacionais

São cinco os Sistemas Operacionais (SO) suportados atualmente pelo IBM Mainframe System z, que são : z/OS , z/VSE, z/VM, Linux on System z e z/TPF. 

O mais popular e o de maior valor na plataforma é o z/OS. Também é o mais maduro e mais sofisticado de todos. Trocou de nome várias vezes, sempre que houve uma evolução tecnologia que merecesse destaque.



Começou no S/360 denominando-se PCP, depois MFT e não parou mais .... MVT, SVS, MVS, MVS/SP, MVS/XA, MVS/ESA, OS/390 e finalmente (por enquanto) z/OS.

Essas mudanças de nome refletem a própria história do Mainframe , suas inovações e  suas transformações para disponibilizar novas capacidades.     Na verdade, quando se fala 'Mainframe', quer se dizer a fusão do HW com o Sistema Operacional z/OS.    Eles foram feitos um para o outro, cada um sabe explorar as capacidades do outro como ninguém.   O mesmo não ocorre com os demais SO's na plataforma.

O segundo mais maduro é o z/VSE, que nasceu praticamente junto com o  PCP  e evoluiu de forma paralela a esse, mas sempre numa modalidade mais reduzida, um sub-set das funções do  ' irmão mais velho' .

Foi inicialmente orientado para os modelos de máquinas menores, que tinham pouca memória central e precisam de um SO mais 'econômico '.   e assim seguiu por toda a vida, até hoje.    

z/VM é o terceiro SO na plataforma, tem duas componentes.  A primeira, denominada CMS,  tem as capacidades de um SO tradicional.  A segunda componente , denominada CP, tem a capacidade de virtualização do HW e com isso pode executar qualquer outro SO da plataforma de forma virtualizada.
Foi o primeiro SO de virtualização do mercado, lançado no início dos anos 70.

Ou seja , sob z/VM pode-se executar z/OS, z/VSE, Linux for System z,  z/TPF e o próprio z/VM .

O z/VM foi muito popular até início dos anos 90, pois permitia a virtualização por SW, coisa bastante popular hoje em dia.    A partir daí, as maquinas Mainframe passaram a ter a capacidade de virtualização por HW, via uma função denominada Logical Partitioning (LPAR) , o que permitia particionar o HW físico em diversas partições lógicas e executar um SO em cada partição.  Essa capacidade das maquinas fez o VM (como era chamado na época) perder o seu encanto e consequentemente perder mercado.

Somente no início dos anos 2000, com a possibilidade de executar Linux no Mainframe é que o VM, então repaginado para z/VM, voltou a ganhar importância e ter uma participação maior no mercado.

Linux for System z, ou popularmente chamado de z/Linux, é o quarto SO na plataforma.

É o Linux padrão homologado para Mainframe.  Atualmente as distribuições homologadas são da SUSE e da Red Hat. Algumas empresas usam distribuições não homologadas, sem nenhum problema.
A IBM não em uma distribuição própria.

Por suas características de proliferação em grande quantidades de instancias rodando no mesmo servidor, faz muito sentido se executar o Linux sob o virtualizador z/VM e com isso obter capacidade de se ativar centenas de imagens Linux, simultaneamente, no mesmo Mainframe. Como falamos antes, foi essa sinergia entre os dois SO's que fez o z/VM  ressurgir das cinzas.    

O Linux for System z também faz muito sentido num ambiente que tenha z/VSE.  Pelas restrições técnicas do z/VSE e pelo pequeno portfólio de soluções disponíveis para ele, muitas empresas particionam o seu HW entre z/VSE e z/Linux , usando o primeiro para as aplicações de tecnologias tradicionais do Mainframe (Cobol, Online, Batch, etc...) e usam o Linux para as novas tecnologias (Web, Mobile, BI, etc) .  

O Linux for System z representa cerca de 25% de toda a capacidade instalada em Mainframes , mundialmente falando, e mais de 65% das empresas que tem Mainframe usam o Linux nessa plataforma.  

E por último, o z/TPF, que é um SO de nicho, voltado para sistemas de aviação.  Está presente nas grandes companhias aéreas, mas devido as particularidades dessa indústria, tem uma participação pequena no mercado de SO's em Mainframe.